Foco: algo além da necessidade
Quem nunca se imaginou ganhando numa loteria ou trabalhando numa mega empresa? E até mesmo construindo algo de sucesso, que seja seu? Isso é o que chamamos de sonho, mas o que você faz para alcançá-lo?
Muitas pessoas se lamentam da vida que possuem, mas não pensam em como mudar de realidade, conseguir um emprego melhor, ganhar mais dinheiro no ano, entre outras coisas. Muitas situações podemos citar: como, por exemplo, quando escutamos alguém falar que, se quiser, passa fácil em um concurso público. Ai você pergunta: quanto do seu tempo você dedica para os estudos? De quantas coisas você precisou abdicar para ter mais tempo estudando? Você alguma vez, de fato, parou para estudar para um concurso? Ou aquela pessoa que está acima do peso, que usa sempre a mesma desculpa, que quando quer, perde rápido aqueles quilos extras. Mais uma vez a pergunta: Você pratica alguma atividade física? Se alimenta bem e nas horas certas? Você, realmente, pensa em emagrecer?
Afinal, o que diferencia alguém de sucesso para você? A resposta é simples: uma coisa chamada foco.
É importante ressaltar que, comumente, acabamos nos envolvendo em outros projetos ao decorrer de nossas vidas, que nem sempre são aqueles relacionados totalmente ao nosso objetivo. Seja por necessidade momentânea, seja para conseguir pagar contas, por empolgação, facilidades, influência do meio em que se vive e, até mesmo, por causa da convivência com pessoas próximas que possuem outras visões e gostos.
Recentemente, passei por uma experiência que gostaria de compartilhar, mas antes, gostaria de dizer que mesmo fora do meu objetivo, ela foi muito importante, pois adquiri uma bagagem musical a mais e um conhecimento de mercado bastante amplo.
Eu e mais dois primos próximos, motivados pelo sonho de viver de música, montamos uma banda em março de 2014. Visando o mercado musical em que estávamos inseridos, resolvemos seguir a tendência musical da nossa região. Que grande obstáculo eu iria enfrentar, pois sempre toquei rock e metal. Subir no palco para tocar axé, forró, sertanejo e arrocha era um choque de realidade. O público era totalmente diferente, a visão dos contratantes era outra, e principalmente, eu teria que me adaptar. Foram 2 anos e alguns meses de grandes desafios, pois esse mercado é muito competitivo, se movimenta muito rápido, pois algo lançado agora, daqui a 2 meses já é um item “obsoleto”. Sabia que não aguentaria aquela realidade por muito tempo, porque era algo que por mais que o tempo passasse eu não iria me acostumar com aquele meio. E eu sabia que tudo isso não fazia parte do que eu planejava para o meu futuro. Então chegou um dia que tomei coragem e resolvi sair da banda. Me doeu o fato de não ter mais meus primos e alguns amigos comigo nessa nova caminhada em que estou, pois foram quase 15 anos tocando juntos em diversas situações. Mas aquele não era o meu objetivo final, e eu precisava tomar essa decisão. Imagino que, como eu, existam milhares de músicos que passaram ou passam pela mesma situação e um grande conselho eu dou: aproveite cada oportunidade que a vida te proporcionar, pois você nunca sabe do dia de amanhã e talvez essa experiência te dê algo que você possa precisar futuramente. Em contrapartida, nunca perca o seu foco, pois ele é a bussola para se chegar aos seus sonhos.
Muitos passam a vida lamentando o fato de ter se acomodado em algo que não era relevante. E a acomodação pode ser um caminho sem volta. Você acaba se iludindo com o fato de estar conseguindo pagar as contas ou que o momento é favorável e você não precisa sair da sua zona de conforto. Isso pode ser extremamente nocivo e autodestrutivo. Um fato relevante que precisa ser considerado nessa história foi que, mesmo nesse período em que me aventurei por outros estilos musicais, nunca me afastei totalmente do meu objetivo, pois durante esse tempo ainda tocava rock e metal. Mesmo com a agenda bastante movimentada, sempre conseguia encontrar uma brecha, pois era uma forma de manter vivo o meu sonho. Às vezes causava um choque de informações na minha cabeça, ensaiando e tocando repertórios tão distintos que deixariam confusos até mesmo os mais bem preparados músicos do mundo.
Outro ponto relevante, talvez o principal, é o fato de sabermos analisar e perceber o exato momento em que projetos momentâneos não estão mais oferecendo tantos pontos positivos em nossa vida. Só você tem esse “feeling”.
Em qualquer área da vida, é necessário saber seguir o que realmente se quer e fazer de tudo por esse objetivo, entendendo e sabendo identificar o que é apenas feito por “necessidade” (dinheiro, reconhecimento a qualquer custo mesmo que momentâneo ou um reconhecimento distorcido do seu real sonho) e considerando essas necessidades momentâneas ou acomodações da vida como algo aquém do real foco. A partir disso, fica mais claro tudo o que precisa ser feito para alcançar o principal objetivo da sua vida. É necessário saber separar a “necessidade” do “foco”, assim também como do que “precisa ser feito” e do que “está sendo feito” na realidade. Não se contente com paliativos, corra, lute, batalhe pelos seus sonhos. Foque no que você faz de melhor e ignore suas fraquezas.
Em que você acredita? Qual seu objetivo? Você está focado em alcançá-lo? O que você fez por ele hoje? Faça essas perguntas para você e seja honesto. Não se autossabote, afinal, a vida é curta para esperarmos.
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